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    psicologia da mentira

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    psicologia da mentira

    Mensagem  Admin em Qua Maio 23, 2012 9:24 pm

    AS PISTAS DA MENTIRA
    Mônica Portella & Maurício Canton Bastos



    A mentira é uma característica tão central na vida, que um melhor conhecimento desta será relevante para a compreensão de quase todos os comportamentos humanos (Ekman, 1985).

    Pode-se imaginar algumas situações em que se faz necessário identificar a mentira, situações onde esta pode ter uma implicação grave, muito diferente da mentira social: 1) Um psicólogo, ao entrevistar um detento, a fim de elaborar uma avaliação de soltura, deverá ter conhecimentos para detectar a mentira, pois será um dos responsáveis pelo ajustamento deste à sociedade; 2) Um juiz, ao dar o veredicto final de um processo, deve estar atento aos sinais indicadores de mentira a fim de proceder com justiça; 3) Um empresário poderá evitar problemas futuros se estiver habilitado para reconhecer tais sinais, ao estabelecer uma negociação.

    Comportamentos não-verbais podem indicar contradições entre aquilo que o paciente diz e o que se manifesta em seu comportamento, sendo que o terapeuta pode utilizar tais dados em seu trabalho terapêutico, assinalando, por exemplo, as contradições entre o que o paciente mostra com seu corpo e aquilo que diz.

    Pode-se definir mentira como o ato de enganar alguém, deliberadamente, sem antes notificá-lo de tal intenção. Assim, de acordo com esta definição, quando se joga pôquer, ao omitir informações sobre seu jogo, você não estará mentindo, pois espera-se que um bom jogador blefe durante a partida. Da mesma maneira que o jogador de pôquer, um ator não espera que seu público acredite que os sentimentos que ele expressa sejam reais. Por outro lado, existe o auto-engano, situação na qual aquele que falseia informação acredita naquilo que diz, logo, não está mentindo (Ekman, 1997).

    Segundo Ekman (1985) existem várias formas de mentira: omitir informação verdadeira, falsificar ou apresentar informação falsa como sendo verdadeira, admitir uma emoção dando uma origem falsa para sua causa, contar a verdade falseando-a ou admitir a verdade de maneira tão exagerada que pareça mentira, falar apenas parte da verdade, ou dizer a verdade de forma a parecer o oposto do que é dito.

    A seguir abordamos as pistas não-verbais que indicam quando alguém está mentindo.


    Sinais da Mentira

    Mentimos com mais facilidade com as palavras do que com nossas gesticulações ou posturas corporais. É verdade que as pessoas podem exibir um rosto simpático, construir um sorriso falso e fingir que estão com raiva. Elas podem, ainda, ser falsas nas suas ações, bem como com as palavras, mas apenas quando sabem mais ou menos o que fazer.

    Embora, o “bom mentiroso” emita um menor número de sinais com o corpo e com a face, conseguindo suprimir a maior parte dos movimentos de contorção do corpo, restam quase sempre alguns pequenos movimentos corporais (Morris, 1996; Morris, 1978) e faciais (Ekman, 1985) difíceis de se eliminar. Esses movimentos podem limitar-se a micro expressões faciais e a ligeiras alterações de peso ou pressão, sendo que esses indícios podem ser detectados caso o ouvinte esteja alerta para eles.

    Gestos

    As pistas que mais facilmente podem ser suprimidas quando mentimos são os gestos. Existem alguns tipos de gestos que merecem atenção:

    1) Emblemas são sinais gestuais que, dentro de uma cultura, possuem um significado preciso, sendo usados em lugar de uma palavra ou quando não se pode falar. Os emblemas aparecem cortados e/ou incompletos quando a pessoa mente, surgindo, geralmente, fora da região de apresentação (entre pescoço e quadris). Como exemplos de emblemas, na cultura ocidental, temos o levantar os ombros em sinal de interrogação ou incerteza e o balançar a cabeça em sinal de “sim” ou “não”. Pessoas mentindo levantam sutilmente um dos ombros antes de responder a algumas perguntas, promovendo, desta forma, um sinal de mentira (Ekman,1985). Em resumo, pode-se dizer que os sinais emblemáticos aparecem, deixando escapar informações ocultas, fora da região de apresentação, quando mentimos.

    2) Ilustradores são gestos diretamente ligados à fala. Os ilustradores servem apenas para enfatizar ou ilustrar o discurso.Os estudos sobre mentira indicam que há uma tendência das pessoas usarem menos ilustradores quando falseiam uma informação. Na mentira, os ilustradores aparecem fora de sincronia com o discurso. Por exemplo, ao enumerarmos tópicos ilustrando com os dedos (um, dois, três, quatro, etc) estes aparecem atrasados em relação à contagem verbal.

    3) Manipuladores ou Adaptadores: Os manipuladores ou adaptadores são gestos que não estão diretamente relacionados à fala. Caracterizam-se como movimentos de auto-manipulação, como coçar o nariz, passar a mão no cabelo, esfregar o queixo, etc. A freqüência de manipuladores aumenta quando a pessoa está tensa e ansiosa (não necessariamente quando está mentindo). Entretanto, como muitas pessoas sentem-se tensas e ansiosas quando estão mentindo, estes gestos podem aparecer nestas ocasiões, em função de um maior “desconforto psicológico”.


    Paralinguagem

    De acordo com Rector e Trinta (1990), a paralinguagem remete a uma série de ocorrências na linguagem, mas que não fazem parte da Língua. Assim temos: a) Variações de altura e intensidade da voz, não previstas no sistema de entonação; b) as pausas; c) sons que não fazem parte da Língua, como os risos e suspiros; d) outras qualidades da linguagem articulada, como a ressonância.

    Embora tenhamos um grande controle sobre o conteúdo de nossa fala, a paralinguagem pode muitas vezes nos trair, fornecendo pistas de que estamos mentindo. Destacamos a seguir alguns sinais paralinguísticos da mentira:

    1) Fala: torna-se mais alta e menos fluente na simulação. Hesitar no início da fala, particularmente se a hesitação ocorrer quando alguém estiver respondendo a uma pergunta, pode ser um sinal de mentira (Ekman, 1985).
    2) Pausas: podem ser mais longas e/ou mais freqüentes quando as pessoas mentem. É como se fosse necessário parar para pensar antes de responder uma pergunta.
    3) Tom de Voz: de acordo com a literatura, quanto mais nervosa está uma pessoa mais aguda fica sua voz. Como as pessoas, em geral, ficam nervosas quando mentem, uma voz mais aguda pode ser indicador de mentira. Por outro lado uma pessoa pode estar nervosa por razões outras que não seja o medo de ser pego mentindo.

    Face

    As pessoas possuem maior dificuldade de mentir com a face do que com as palavras. Quando falamos, podemos nos monitorar com a audição. O mesmo não acontece com as expressões faciais autênticas, que, além de não possuírem um sistema de feedback sensorial, são involuntárias e possuem um tempo de duração relativamente curto. Inibir uma expressão facial espontânea pode ser muito difícil, e nem sempre estamos atentos o suficiente para antecipar sua ocorrência e controlá-la a tempo de escondê-la com outra expressão. Por outro lado, pode-se dizer que demonstrar na face uma emoção que não é sentida nem sempre é possível, porque as vias neurais subjacentes às expressões espontâneas e às expressões posadas são diferentes, e os músculos faciais respondem de maneira diferente a estímulos provenientes de cada uma. Estas são algumas pistas faciais indicadoras de que a pessoa está mentindo sobre suas verdadeiras emoções:

    1) Expressões quebradas aparecem quando o sujeito percebe que uma expressão vai aparecer e tenta controlá-la, conseguindo-o apenas em parte. O resultado é que apenas alguns sinais da expressão total aparecem. Comumente, o sorriso ou uma expressão falsa é criada para encobrir a expressão original.
    2) Timing. Expressões verdadeiras são demonstradas rapidamente na face. Se a expressão não é verdadeira, esta tende a permanecer na face por mais tempo que o usual.
    3) Expressões Assimétricas: existem evidências de que as expressões voluntárias (não espontâneas) são assimétricas, enquanto que as involuntárias (espontâneas) não o são.
    4) Localização: Se a expressão de uma emoção aparece depois das palavras relativas a esta, provavelmente ela é falsa. Normalmente, a expressão de uma emoção genuína aparece junto com as palavras e até alguns segundos antes.

    Conclusão

    Nesta breve exposição enumeramos apenas algumas pistas não-verbais da mentira. Esse conhecimento representa um instrumento importante para o reconhecimento desta. Com isso não queremos sugerir que a mentira possa ser desvendada por uma “receita de bolo”. O estudo sério e científico requer sua contextualização no âmbito total do comportamento. Os indícios aqui resumidos são apenas uma amostra do que a psicologia experimental vem pesquisando no campo da percepção da mentira.


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    Re: psicologia da mentira

    Mensagem  Admin em Qua Maio 23, 2012 9:26 pm

    http://www.downativo.com/2010/06/nunca-mais-seja-enganado-psicologia-da.html

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    Re: psicologia da mentira

    Mensagem  Admin em Qua Maio 23, 2012 9:34 pm

    http://www.via6.com/topico/102569/livros-de-psicologia-e-psiquiatria-para-download

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    Re: psicologia da mentira

    Mensagem  Admin em Qua Maio 23, 2012 9:36 pm

    Programa, o que você irá aprender:

    30 sinais de uma mentira
    Armando-se para a batalha verbal e partindo para o ataque
    Técnicas avançadas para revelar a verdade
    Introdução:

    Torne-se um detector de mentiras humano

    "Quem tiver olhos para ver e ouvidos atentos pode convencer-se de que nenhum mortal é capaz de manter segredo. Se os lábios estiverem silenciosos, a pessoa ficará batendo os dedos na mesa e trairá a si mesma, suando por cada um dos seus poros!"

    Sigmund Freud

    Sabemos que a honestidade é à base de qualquer relacionamento humano. Mas, muitas vezes, as pessoas deixam de ser honestas conosco. É de grande valor estar ciente das verdadeiras intenções de alguém, e isso vai lhe poupar tempo, dinheiro e energia.

    O que você vai ler abaixo é baseado no resultado de anos de estudos na área do comportamento humano; principalmente do trabalho do Dr. David J. Lieberman - um renomado Ph.D. em Psicologia e Hipnoterapeuta - em seu livro: "Never be lied again", o qual me influenciou imensamente na produção deste material. Lembro que não são meramente técnicas para se descobrir a verdade, mas sim técnicas poderosas e eficazes, os quais são utilizadas mundialmente por entrevistadores e interrogadores experientes.

    Chegou a hora de saber as reais intenções das pessoas e impedir que elas tirem vantagem de você!

    Apresento-lhe os 30 sinais de uma mentira. O corpo nos revela a verdade.

    Estudos demonstraram que numa apresentação diante de um grupo de pessoas, 55% do impacto são determinadas pela linguagem corporal - postura, gestos e contato visual -

    38% pelo tom de voz e apenas 7% pelo conteúdo da apresentação (Mehrabian e Ferris, "Inference of attitudes from noverbal communication in two channels", in The Journal of Counselling Psychology, vol. 31, 1967, pp. 248-52). Podemos concluir que não é o que dizemos, mas como dizemos, que faz a diferença. Sabendo disso, podemos usar a observação para nos ajudar a descobrir a verdade.


    A pessoa fará pouco ou nenhum contato direto nos olhos;
    A expressão física será limitada, com poucos movimentos dos braços e das mãos. Quando tais movimentos ocorrem, eles parecem rígidos e mecânicos. As mãos, os braços e as pernas tendem a ficar encolhidos contra o corpo e a pessoa ocupa menos espaço;
    Uma ou ambas as mãos podem ser levadas ao rosto (a mão pode cobrir a boca, indicando que ela não acredita - ou está insegura - no que está dizendo). Também é improvável que a pessoa toque seu peito com um gesto de mão aberta;
    A fim de parecer mais tranqüila, a pessoa poderá se encolher um pouco;
    Não há sincronismo entre gestos e palavras;
    A cabeça se move de modo mecânico;
    Ocorre o movimento de distanciamento da pessoa para longe de seu acusador, possivelmente em direção à saída;
    A pessoa que mente reluta em se defrontar com seu acusador e pode virar sua cabeça ou posicionar seu corpo para o lado oposto;
    O corpo ficará encolhido. É improvável que permaneça ereto;
    Haverá pouco ou nenhum contato físico por parte da pessoa durante a tentativa de convencê-lo;
    A pessoa não apontará seu dedo para quem está tentando convencer;
    Observe para onde os olhos da pessoa se movem na hora da resposta de sua pergunta. Se olhar para cima e à direita, e for destra, tem grandes chances de estar mentindo.
    Observe o tempo de demora na resposta de sua pergunta. Uma demora na resposta indica que ela está criando a desculpa e em seguida verificando se esta é coerente ou não. A pessoa que mente não consegue responder automaticamente à sua pergunta.
    A pessoa que mente adquire uma expressão corporal mais relaxada quando você muda de assunto.
    Se a pessoa ficar tranqüila enquanto você a acusa, então é melhor desconfiar. Dificilmente as pessoas ficam tranqüilas enquanto são acusadas por algo que sabem que são inocentes. A tendência natural do ser humano é manter um certo desespero para provar que é inocente. Por outro lado, a pessoa que mente fica quieta, evitando a todo custo falar de mais detalhes sobre a acusação;
    Quem mente utilizará as palavras de quem o ouve para afirmar seu ponto de vista;
    A pessoa que mente continuará acrescentando informações até se certificar de que você se convenceu com o que ela disse;
    Ela pode ficar de costas para a parede, dando a impressão que mentalmente está pronta para se defender;
    Em relação à história contada, o mentiroso, geralmente, deixa de mencionar aspectos negativos;
    Um mentiroso pode estar pronto para responder as suas perguntas, mas ele mesmo não coloca nenhuma questão.
    A pessoa que mente pode utilizar as seguintes frases para ganhar tempo, a fim de pensar numa resposta (ou como forma de mudar de assunto): "Por que eu mentiria para você?", "Para dizer a verdade...", "Para ser franco...", "De onde você tirou essa idéia?", "Por que está me perguntando uma coisa dessas?", "Poderia repetir a pergunta?", "Eu acho que este não é um bom lugar para se discutir isso", "Podemos falar mais tarde a respeito disso?", "Como se atreve a me perguntar uma coisa dessas?";
    Ela evita responder, pedindo para você repetir a pergunta, ou então responde com outra pergunta;
    A pessoa utiliza de humor e sarcasmo para aliviar as preocupações do interlocutor;
    A pessoa que está mentindo pode corar, transpirar e respirar com dificuldade;
    O corpo da pessoa mentirosa pode ficar trêmulo: as mãos podem tremer. Se a pessoa estiver escondendo as mãos, isso pode ser uma tentativa de ocultar um tremor incontrolável.
    Observe a voz. Ela pode falhar e a pessoa pode parecer incoerente;
    Voz fora do tom: as cordas vocais, como qualquer outro músculo, tendem a ficar enrijecidos quando a pessoa está sob pressão. Isso produzirá um som mais alto.
    Engolir em seco: a pessoa pode começar a engolir em seco.
    Pigarrear: Se ela estiver mentindo têm grandes chances de pigarrear enquanto fala com você. Devido à ansiedade, o muco se forma na garganta, e uma pessoa que fala em público, se estiver nervosa, pode pigarrear para limpar a garganta antes de começar a falar.
    Já reparou que quando estamos convictos do que estamos dizendo, nossas mãos e braços gesticulam, enfatizando nosso ponto de vista e demonstrando forte convicção? A pessoa que mente não consegue fazer isso. Esteja atento.

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    Re: psicologia da mentira

    Mensagem  Admin em Qua Maio 23, 2012 9:45 pm

    http://idealgratis.com/pessoal/psicologia_da_mentira/a_psicologia_da_mentira_p02.php

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    Re: psicologia da mentira

    Mensagem  Admin em Sab Maio 26, 2012 6:03 pm

    http://www.visionvox.com.br/biblioteca/d/desvendando-os-segredos-da-linguagem-corporal-allan-e-barbara-pease.pdf

    http://www.visionvox.com.br/biblioteca/toda.htm

    cyrax12

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    Mensagem  cyrax12 em Seg Out 28, 2013 4:36 pm

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    Re: psicologia da mentira

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